Dia C: o antes, o durante, o depois.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
A melhor notícia do mundo...que não posso dar!
De repente, no meio das alegrias diárias e das pesquisas por ideias espalhadas na internet, dei com um artigo com o título "12 formas de homenagear quem não está". E foi o suficiente para o sorriso dela me invadir o peito. A minha avó. A minha melhor amiga. A minha confidente.
Consigo, facilmente, imaginar, a reacção dela. As lágrimas certinhas, a romperem os olhos mais doces do mundo e o abraço... Aquele abraço que queria tanto ter mas não está mais.
Pois é, avózinha...vou casar! E tu não vais estar na tua cadeira, a ver-me entrar, a pegar-me na mão, a olhar-me insistentemente com o maior orgulho do mundo.
Mas vais estar! Vais estar em mim. No meu bouquet, nas palavras, no coração. Vais estar em mim, porque foi em mim que te deixaste, tatuada, cravada nos meus poros.
Estivesses cá, e terias sido a primeira, com toda a certeza, a abraçar-me com a novidade!
Estivesses, e ganharias vida, comigo e por mim.
Não fosses tu a faltar-me, e correria agora para o teu colo, conforto de todas as horas, para me embalares e me mostrares que a vida é isto mesmo, mas que quem amamos vive em nós. E tu vives em mim...se vives!
Sinto tanta falta de tudo o que, cá dentro, ainda somos...
Mas vou vestir o meu vestido, que te faria as delícias, vou usar em mim tudo o teu amor, e vou subir ao altar...vou lembrar-me de ti com tanta força que sei que estarás.
E vou brindar a ti, porque fizeste de mim a mulher que ele ama. E que ele faz feliz, como tu tanto querias.
Aqui tens a notícia que sempre sonhaste ter, e não te posso dar: estou noiva, minha rainha...vais ver-me casar!
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Introdução: o Porquê
Hoje foi o dia!
O dia em que decidi pôr mãos à obra e contar-vos como tudo começou...só assim, aos poucos, saberemos todos onde chegou!
Todas nós, que queremos um dia casar, imaginamos milhentas vezes o momento do pedido.
Sabemos que queremos ver o anel, que só nesse momento se torna tudo real. E ele nunca mais chega!
No meu caso, foram apenas vinte meses de espera. Mas durante vinte meses tantas voltas são dadas...
Fomos do "quero casar e ter filhos" para o "o importante é estarmos juntos, vamos juntar os trapinhos". Daí ao "os nossos filhos vão ser filhos de pais casados" foi um saltinho. E aqui, meus queridos...aqui começaram as verdadeiras acendalhas a aparecer...
Já imaginaram o que é ser "a festa" em pessoa, adorar conviver, ter amigos em toda a parte (uns mais chegados que outros, claro está), querer um casamento de conto de fadas (mas sem vestido de tule, por favor!), com meio mundo lá, a beber champanhe e a dançar até às tantas... e ter um noivo que tem muito mais vontade de pegar em mim e levar-me "num pulinho" à conservatória do registo civil para formalizar "a coisa" e sermos, finalmente casados? Decidimo-nos por fim. Casamos quando o primeiro pirralho for baptizado, misturamos as festas e poupamos uns trocos!
Mais tempo se passou e o casamento passou a ser, devagarinho, passado para segundo (ou terceiro, ou milésimo) plano, enquanto outros planos se foram formando: Decidimos que tínhamos mais vontade de ser pais que de casar. Achei que aquela vontade miudinha, aquela moinha ao estilo "dentinho a precisar de ser arranjado" de entrar na igreja vestida de branco com o vestido dos meus sonhos seria totalmente desprezada e substituída pela notícia avassaladora de vir a ser mamã.
Mas depois...o mano casou! E lá estava eu, diferente de tudo o que tinha sonhado para esse dia, que tomei como sendo um bocadinho meu, (por circunstâncias que deixo para outro dia, outro post, outra história) a ver viver o que também queria. Sim, eu continuava a querer ir escolher o vestido de noiva, continuava a querer vestir-me de branco e entrar na igreja ao som da Christina Perri. Mas havia ser de ser mamã, e a vontade de casar ia ser desprezada e substituída!
O meu mais que tudo portou-se à altura. Fica tão lindo de fato! Quase pedi, no fim da cerimónia, ao padre lá da paróquia, que foi a Coimbra casar o mano e a cunhada: "Aproveite lá o momento e o facto de eu estar de vestido comprido e case-me lá também!"...mas contive-me!
O dia foi lindo, a noiva maravilhosa, o mano um gato e o meu mais que tudo fez me as delicias, de camisa branca e gravata verde cinza!
Isto foi no dia 25 de Outubro. Dois meses depois, no Natal, fui surpreendida com o anel mais lindo que já vi! E fiquei noiva!
Sim, as estrelas ou os astros encontraram um alinhamento qualquer a meu favor e o meu dia chegou!
Não tive joelho no chão, nem frases feitas...tive um abraço sentido e todo o amor do mundo!
Agora são 15 meses. "Só" 15 meses, muitas aventuras e muitas alegrias.
Amanhã há mais!
Kiss, kiss
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